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5º dia de avanço do dólar no Brasil e fecha na maior cotação desde março


O dólar comercial fechou em alta de 0,55% nesta terça-feira (6), cotado a R$ 1,659 na venda, a sua quinta alta consecutiva, fazendo com que a divisa alcançasse a maior cotação desde 28 de março, quando fechou a R$ 1,662. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6583 na venda, alta de 0,37%.

Dolar-cotizacion

Com o feriado nos Estados Unidos, o volume dos negócios foi menor. O dólar foi alavancado pela redução das posições vendidas no mercado de câmbio futuro, já que os investidores continuam a esperar novos cortes da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom. O aumento da aversão ao risco também contribuiu para a alta da divisa, já que elevou a cotação de ativos de menor risco.

Por aqui, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com taxa de corte de R$ 1,6605, com começo às 15h47 (horário de Brasília) e término às 15h52. Ainda no front interno, destaque para a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de agosto, que apontou inflação de 0,37%, mostrando uma aceleração na alta de preços dentro do Brasil.

Referências externas

As medidas no mercado cambial não são exclusividade da autoridade monetária brasileira, visto que a Suíça instituiu nessa sessão uma cotação mínima para a sua moeda frente ao euro, afirmando estar “disposta a comprar moeda estrangeira em quantidades ilimitadas” e levando a sua moeda a avançar mais de 9% em relação ao dólar.

“É preciso ver se a Suíça tem condições de bancar os ataques especulativos”, disse Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil, sobre a nova tentativa de frear a valorização da divisa. Para ele, a medida é um ato de desespero e o câmbio flutuante seria um modelo melhor para controlar a desvalorização da moeda suiça.

Ainda no velho continente, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäeuble, afirmou que a Grécia não receberá outra parcela de seu programa de resgate se o relatório da visita dos supervisores internacionais não for positivo. O país retornou ao mercado e captou € 1,3 bilhão ao emitir títulos públicos com vencimento de seis meses a um yield inferior ao da emissão de agosto.

Por fim, a divulgação do ISM Services (Institute for Supply Management) mostrou que o nível de atividade não industrial norte-americano ficou acima do esperado em julho, aliviando parte dos temores acerca de uma possível recessão no país. Ainda assim, o mau humor preponderou e o Dow Jones registrou queda de 0,9% na sessão.

Dólar comercial e futuro

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6570 na compra e R$ 1,6590 na venda, alta de 0,55% em relação ao fechamento anterior.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 4,14% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,43%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 1,671, forte alta de 0,78% em relação ao fechamento de R$ 1,658 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta de 0,63%, atingindo R$ 1,683 frente à R$ 1,672 do fechamento de segunda-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6590000.

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