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Ações da América Latina caem atentas a Grécia, dolar se valoriza, real recúa


As principais bolsas da América Latina caíram nesta quinta-feira abatida pelo temor sobre a situação fiscal da Europa, numa jornada na qual Argentina apresentou no Japão os termos da troca da dívida não paga.

A confiança dos investidores recebeu um revés com os comentários do presidente do Banco Central Europeio, Jean Claude Trichet, que falou que uma participação do Fundo Monetário Internacional no resgate da endividada Grécia ia ser mau para o desempenho do euro.

Após as declarações de Trichet, os líderes da zona do euro aprovaram um acordo para ajudar a Grécia que inclui a assistência do FMI.

 

“O risco proveniente da Europa ainda e muito grande e acho que vai continuar a ser grande e isto de certa maneira vai continuar operando como barreira, mas do que nada para a América Latina, incluso se o mercado de ações estadounidenses ignora tudo e sobe mais” falou Enrique Alvarez, chefe de estratégia de dívida para América Latina da IDEAglobal em Nova Iorque.

O índice de ações da América Latina MSCI perdeu hoje um 1,09% entanto que o índice de ações de mercado emergente baixou só um 0,21%, já que as bolsas européias fecharam antes dos comentários do Trichet.

As ações de referencia no Brasil baixaram um 0,68%, ao tempo que no México quase não se apresentou variação.

Nos mercados de crédito, os preços dos papeis soberanos tiveram um desempenho misto. Os diferenciais de rendimento se estreitaram cinco pontos base chegando em 244 pontos base sobre os mais fracos papeis do Tesouro estadounidense, segundo o índice da JP Morgan EMBI+

Esta semana se conheceram os detalhes das solicitudes apresentadas pela Argentina perante os reguladores Itália e Japão no que diz respeito a troca de dívida.

Os investidores receberam perto de 33,7 centavos por dólar no valor nominal dos papeis não pagados que se tem da dívida argentina.

O índice Merval da bolsa de Buenos Aires perdeu um 1,2% causa destes movimentos.

O real, no entanto, se desvalorizou um 0,44%, na linha da volatilidade internacional pelos planos da ajuda financeira para Grécia, entanto o mercado brasileiro também avaliou o impacto das medidas cambiarias anunciada pelo governo.

O real fechou em 1,808/1,810 reais por dólar no mercado interbancário, aumentando a desvalorização do 1,29% acontecida na quarta-feira.

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  1. […] produz uma diminuiçao na competitividade que afeta as exportaçoes de cada país e porem ao mercado em peral, e é um circulo viciado porque […]

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