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Alta de 1% na cotação do dólar hoje, moeda fecha a R$ 1,582


O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (11). A moeda norte-americana subiu 1,09%, cotada a R$ 1,582 na venda. A redução do limite de compulsório sobre a posição dos bancos no mercado de câmbio e o aumento da aversão a risco no mercado internacional afetaram a cotação da moeda norte-americana.

Dolar-cotizacion

O Banco Central, em mais uma tentativa de frear a queda do dólar, determinou na noite de sexta-feira o recolhimento de um depósito compulsório sobre a posição vendida dos bancos que exceder US$ 1 bilhão, ou que seja superior ao seu patrimônio de referência, o que for menor.

Desde abril esse compulsório era recolhido sobre posição superior a US$ 3 bilhões.

O governo já havia reforçado na semana passada o arsenal contra a baixa do dólar, lançando mão de um leilão de swap cambial reverso além das compras habituais no mercado à vista. O dólar chegou a ser cotado há uma semana nos menores níveis desde janeiro de 1999, perto de R$ 1,55.

A alta do dólar no Brasil era favorecida, ainda pelo clima no mercado global. A aversão a risco era estimulada pela preocupação com a crise na Europa. Autoridades da zona do euro se reuniam em Bruxelas nesta segunda-feira para discutir os problemas na Grécia e a ameaça de contágio na Itália.

Efeito temporário?

A medida aumenta a demanda por dólares no mercado à vista, o que contribui para elevar o preço da moeda.

"Devemos esperar o mercado digerir essa nova medida e encontrar um nível de equilíbrio no curto prazo antes de recomendarmos outra vez a venda de dólares", escreveu Diego Donadio, estrategista do BNP Paribas.

Com a maior demanda de dólares por parte dos bancos, o BC fez apenas um leilão de compra no mercado à vista.

Analistas do Barclays, porém, apostam que a tendência de valorização do real –determinada pelos juros brasileiros e pela perspectiva de entrada de capitais– permanecerá após um momento inicial de volatilidade.

Para o responsável pela tesouraria de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, a continuidade da queda do dólar poderia incentivar o governo a tomar outras medidas. Algo que poderia ser feito, diz, é estender o prazo sobre o qual incide uma alíquota maior de imposto em empréstimos externos.

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  1. […] recuos na cotação da moeda norte-americana são frutos da diminuição do sentimento de aversão ao risco, com boas notícias vindas do exterior. Contudo é importante lembrar que a moeda fechou setembro […]

    Pingback por Aversão ao risco recua e dólar cai 1,98% — 31 de outubro de 2011 #

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