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China impulsiona bolsas; DIs sobem na véspera de Copom


A demanda por ativos de risco deu o tom nas praças financeiras globais nesta terça-feira, depois que números positivos sobre importantes economias proporcionaram uma trégua nas preocupações com a crise na zona do euro.

Dollars funnel.

A melhora no cenário internacional amparou alta nos contratos de juros futuros, mas nada que alterasse apostas num corte de 0,5 ponto percentual da Selic -hoje em 11 por cento- na quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará a nova taxa.

O bom humor começou logo cedo, com números sobre a atividade chinesa superando expectativas. O Produto Interno Bruto (PIB) da China, segunda maior economia mundial, avançou 8,9 por cento no quarto trimestre ante o mesmo período do ano anterior, ligeiramente acima da taxa de 8,7 por cento prevista por economistas.

A China é o maior consumidor mundial de matérias-primas, e os dados melhores impulsionaram a cotação do petróleo e moedas ligadas a commodities, como o real, que fechou no maior patamar em dois meses ante o dólar.

Mas boa parte do otimismo veio de perspectivas de que o governo chinês anuncie medidas de estímulo ao crescimento a fim de evitar um “pouso forçado” da economia. O apetite por risco ganhou fôlego também após dados mostrarem que a confiança do investidor alemão registrou alta recorde em janeiro.

Nos Estados Unidos, cujos mercados voltavam as funcionar após o feriado da véspera, o índice “Empire State” do Federal Reserve de Nova York, um indicador da atividade industrial, subiu para 13,48 em janeiro, acima da previsão do mercado de 11 e da leitura de 8,19 registrada em dezembro.

A safra de balanços nos Estados Unidos, no entanto, trouxe resultados mistos. O lucro do Wells Fargo superou estimativas ao saltar 20 por cento no quarto trimestre. Já o Citigroup registrou um tombo de 11 por cento em seu lucros nos últimos três meses do ano, ficando abaixo das estimativas de Wall Street após a crise de dívida da Europa ter atingido os mercados de capital.

Nesta terça-feira, o noticiário sobre crise europeia voltou a ter a Grécia como centro. Ainda há dúvidas se o país preenche os requisitos para receber um pacote de 130 bilhões de euros, que evitaria um temido calote da dívida em março.

Ainda assim, o principal índice das ações europeiasterminou com alta de 0,85 por cento, enquanto o euro voltava a subir ante o dólar após três sessões.

Em Nova York, as bolsas de valores operavam em alta, amparando a valorização do Ibovespa, que superou os 60 mil pontos. O pregão brasileiro começou com quase uma hora e meia de atraso, devido a uma falha técnica que está sendo investigada pela BM&FBovespa junto com a NYSE Technologies, provedora do sistema de negociação.

Além da decisão de política monetária, a pauta brasileira reserva na quarta-feira o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da segunda quadrissemana do mês, bem como dados sobre fluxo cambial referentes à segunda semana do ano.

Nos Estados Unidos, serão divulgados o fluxo de capital de novembro e a produção industrial de dezembro.

Veja como ficaram os principais mercados financeiros nesta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,7800 real, em queda de 0,42 por cento frente ao fechamento anterior.

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