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Cotação do dólar a 1,68 R$ e a menor desde Novembro


O mercado interpretou a elevação do recolhimento compulsório sobre depósitos bancários como o primeiro sinal de que o governo vai começar, no curtíssimo prazo, o ciclo de aperto da política monetária, leia-se, o aumento dos juros básicos.

Como salientam analistas, a medida somente a liquidez (o montante de dinheiro disponível), mas não afeta a oferta global de dólar que, em última instância, influi na formação da taxa cambial. Mas os agentes financeiros interpretaram que, se a taxa Selic subir ainda mais, fica mais atrativo para os investidores estrangeiros trazer dólares para aplicar em ativos domésticos, o que tende a derrubar as cotações dessa moeda.

“Essa medida, no meu entendimento, é somente um paliativo, que adia o que é inevitável: a alta dos juros. Se não for ainda no início do ano, vai ser logo depois”, comenta Mário Paiva, analista da corretora BGC Liquidez.

Ele lembra que a inflação acumulada (5,2% em 12 meses, pelo IPCA-15) já mostra a dificuldade do governo em cumprir a meta para 2010 (4,5%).

Nesse contexto, a cotação da moeda americana caiu com força: 0,93%, a retração mais acentuada num só dia desde o ínicio de novembro, sendo negociada por R$ 1,687 (valor de venda).

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,780 para venda e por R$ 1,630 para compra.

A frustração com a fraca geração de empregos nos Estados Unidos não foi suficiente para derrubar os mercados financeiros. O Ibovespa subiu 0,34% ontem. Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,17%. O dia começou em tom decepcionante: o ansiosamente aguardado relatório oficial do governo norte-americano mostrou uma criação de postos de trabalho (39 mil) muito abaixo das expectativas (145 mil).

O susto inicial foi contrabalançado quando outros indicadores dos EUA mostraram um quadro um pouco menos pessimista: o setor de serviços teve uma recuperação mais intensa do que muitos previam, e mesmo a queda no volume de pedidos à indústria não foi tão feia como apontavam algumas projeções.

“A Bolsa caiu muito nesses últimos dias, e o mercado ficou depreciado demais, afirma Cristiano Lemos, da mesa da operações da Corval Corretora.

As ações da Vale também ajudaram a tirar a Bovespa do terreno negativo. Em um dia de valorização das matérias-primas metálicas, os papéis da mineradora tiveram ganhos de 1,3% no caso das preferenciais e de 1,6% no caso das ordinárias.

Fonte: Diario do Nordeste

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  1. […] a intensa queda dos últimos meses do dólar perante o real brasileiro, em curto prazo começamos a observar as […]

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