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Dólar fecha a R$ 1,80; Bovespa valoriza 0,22%


A taxa de câmbio brasileira voltou a encerrar o dia na casa de R$ 1,80 pela primeira vez desde o final de fevereiro. A crise da Grécia, e suas consequencias para a zona do euro, serviram mais uma vez de motivo para uma corrida para o dólar e o enfraquecimento da moeda europeia.

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Pela manhã, o dólar chegou a bater R$ 1,814 em seu valor máximo do dia. Esse nervosismo, no entanto, teve fôlego curto, e a moeda bateu a cotação mínima do dia (R$ 1,799) já perto do encerramento das operações, mesmo após outra intervenção do Banco Central.

A autoridade monetária convocou um leilão de compra às 15h40 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,8001 (taxa de corte). Como sempre, não foi informado o montante adquirido.

Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,800 (leve alta de 0,05%) nas últimas operações desta segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,920, em um avanço de 0,52%. Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,22%, aos 68.980 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,74 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,43%.

Apesar de sua importância periférica na economia da zona do euro, economistas temem que uma quebra da Grécia fatalmente afete a estabilidade financeira da região. Para evitar o pior cenário, a comunidade europeia tem discutido a criação de um mecanismo de auxílio financeiro ao país mediterrâneo sem, no entanto, chegar a um desenlace.

Hoje, representantes da comunidade europeia esfriaram as expectativas de que a reunião da União Europeia marcada para esta semana possa trazer novidades sobre o “drama grego”. Hoje, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo (que reúne os ministros das Finanças da zona do euro), afirmou que não é “imprescindível” que se encerre ainda nesta semana o debate.

Esse nervosismo foi um pouco amenizado com declarações do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, acenando com a perspectiva de uma ajuda à Grécia, desde que sob “condições estritas”. Ele também reiterou considerar “absurda” a expulsão de um país-membro da zona do euro, numa clara referência à nação grega.

Índia e China

A elevação dos juros básicos pela Índia também gerou desconforto. Analistas avaliaram que a China, grande importador mundial de commodities (matérias-primas), deve dar o próximo passo nesse sentido.

Os números da economia doméstica também afetaram os negócios. Apesar da expectativa de um ingresso consistente de recursos externos para o país, a perda de dinâmica da balança comercial tem preocupado.

O Ministério do Desenvolvimento registrou um superavit comercial de US$ 534 milhões no mês de março até a terceira semana. No mesmo período de 2009, o saldo positivo foi de US$ 1,756 bilhão. No acumulado deste ano, enquanto as exportações cresceram pouco mais de 25%, o volume importado aumentou cerca de 33%.

E o BC ainda elevou de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões sua projeção para o deficit das contas externas, além de rebaixar a estimativa para o superavit comercial (de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões).

“Esse ano vai ser de volatilidade. Se por um lado nós vemos que vai ter uma forte entrada de investimentos, que o ‘dinheiro de fora’ não vai ser problema, de outro nós já estamos observando um desequilíbrio nas contas externas, as importações crescendo mais rápido que as exportações”, comenta Ideaki Iha, da mesa de operações da corretora Fair.

“E a Europa? Na verdade, o problema não é tanto a Grécia, é o euro que está sendo testado. E os Estados Unidos, como vai ficar a economia depois que retirar os estímulos? Tudo isso preocupa”, acrescenta.

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