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Dólar fecha em queda de 0,63%, a R$ 1,574 e vai alem do mínimo atingido ontem.


O dólar comercial fechou em queda de 0,63% nesta sexta-feira, a R$ 1,574 na venda. Na semana, a moeda dos Estados Unidos acumula baixa de 2,36%. A moeda norte-americana registrou desvalorização de 2,36% no acumulado da semana e voltou a atingir os valores mais baixos desde agosto de 2008, antes da crise financeira mundial.

Para os investidores, o governo brasileiro deu um recado claro durante essa semana: não tomará medidas drásticas que cortem repentinamente o forte fluxo financeiro que vem sendo destinado ao país. Soma-se a essa posição da Fazenda a própria fraqueza da moeda dos EUA, que vem caindo na comparação com outras divisas no mundo. Ou seja, não é apenas o real que está se valorizando em relação ao dólar.

Apenas nessa semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a público para anunciar duas medidas macroprudenciais. Uma para tentar segurar o câmbio, na quarta-feira, e outra para conter a inflação, ontem. Na própria quarta-feira, economistas já comentavam que o novo anúncio sobre tributação de empréstimos estrangeiros não seria suficiente para fazer o dólar se valorizar na comparação com o real. Para os especialistas, seriam necessários mais medidas do que apenas a extensão do prazo de incidência do IOF para financiamentos no exterior.

Ficou a sensação de que o governo não está de braços cruzados, mas não pode fazer muito mais se não adotar as tais medidas mais drásticas. Como o fluxo de recursos para o Brasil continua forte, a expectativa continua sendo de queda do dólar.

Ontem mesmo, os investidores começaram a reduzir suas previsões para o câmbio, novamente. Para os especialistas, a moeda dos Estados Unidos deve entrar em nova trajetória de queda, se acomodando na faixa entre R$ 1,50 e R$ 1,60. Essa é a segunda redução de perspectivas no mês, que mal começou. Em 1º de abril, economistas já haviam ajustado suas previsões, da faixa acima de R$ 1,70 para mais de R$ 1,60.

No pregão de ontem, a moeda americana recuou 1,86% e foi cotada a R$ 1,584. A tendência de queda do dólar foi retomada com força no exterior nesta sexta-feira, depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizou a manutenção de sua política de liquidez frouxa. Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu (BCE) deu início à alta de sua taxa básica de juros.

Isso deixa o governo brasileiro sem margem para controlar a continuidade da valorização do real, segundo avaliação dos analistas. Essa certeza e todos os demais motivos que existem no cenário brasileiro, favoráveis ao recuo da moeda norte-americana, jogavam a cotação do dólar para baixo logo na abertura.

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