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Dólar opera em queda de olho no PIB


O dólar comercial opera nesta quinta-feira (9) cotado a R$ 1,6890 na venda, baixa de 0,24%, com o mercado focado nos dados internos em decorrência da pesada agenda desta data, com destaque especial para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,40% neste mês de dezembro e desvalorização de 2,94% desde o início do ano. Cabe lembrar que, na véspera, o dólar teve seu primeiro fechamento positivo no mês, quebrando uma sequência de baixas.

Economia brasileira reduz ritmo de avanço

Segundo dados divulgados mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB brasileiro avançou 0,5% no terceiro trimestre de 2010, em comparação com trimestre imediatamente anterior. No segundo semestre, o avanço relativo ao período antecedente havia sido de 1,8%.

Para o instituto, essa redução no ritmo de crescimento da economia pode ser atribuída à queda na produção industrial e também na produção agrícola. Desta forma, no terceiro trimestre o destaque ficou por conta do setor de serviços, que avançou 1,00%.

Ainda por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) realizou sua última reunião sob comando de Henrique Meirelles na noite da véspera, e não trouxe surpresas: a taxa Selic foi mantida em 10,75% ao ano.

Mudança de postura do BC restringe queda do dólar

Nas últimas duas sessões, o Banco Central voltou a realizar dois leilões de compra de dólar no mercado à vista. Em novembro, a autoridade monetária estava limitando suas atuações diárias no mercado a apenas um leilão.

Esta mudança de postura estaria ajudando a limitar a queda do dólar frente ao real. Segundo os analistas da Ágora Corretora, “a realização de dois leilões de compra pelo Banco Central levaram o dólar a continuar subindo na última quarta-feira”.

Cenário externo

No exterior, ganha destaque a repercussão positiva tanto do pacote de medidas acertado por governo e oposição nos EUA como também a aprovação do orçamento irlandês, importante condição para que o país receba o auxílio financeiro do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia.

Para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a despeito desses fatores positivos, “[na última sessão] pesaram no comportamento das bolsas de valores novas notícias da China”. O governo chinês anunciou que os dados econômicos importantes, como inflação ou produção industrial, serão adiantados e divulgados no próximo sábado. Desta forma, segundo Galdi, os investidores avaliam se essa mudança pode sinalizar um novo aumento de juros no próximo sábado.

Fonte: Yahoo Brasil

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