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Dólar marca menor cotação em um mês


O dólar termina a segunda semana de outubro com oito dias de queda em um total de nove dias úteis no mês. A moeda perdeu valor em diversas partes do mundo, e já devolveu boa parte dos ganhos que tinham sido vistos ao longo do mês de setembro.

O dólar comercial terminou o pregão desta sexta-feira com queda de 1,14%, cotado a R$ 1,728 para a compra e R$ 1,730 para a venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os contratos com vencimento em novembro eram negociados em queda de 1,25%, a R$ 1,738.

Também na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,7305, queda de 1,14%. O volume subiu de R$ 119,5 milhões, na quinta, para R$ 124 milhões, hoje.

Na semana, a queda do dólar comercial foi de 2,32% e, em outubro, de 8,08%. Esta é a menor cotação da moeda em um mês – no dia 15 de setembro, a moeda fechou cotada a R$ 1,709.

Essa foi a sequência de baixas seguidas mais longa da divisa americana frente ao real desde setembro de 2010, quando houve 10 pregões seguidos de perda. Naquela sequência, porém, a perda acumulada foi menor que a atual, de apenas 3%.

Dessa forma, em outubro o dólar já vem devolvendo grande parte do ganho acumulado ao longo de setembro, quando a valorização do dólar frente ao real foi de 18,14%. Somente nos últimos oito pregões de queda, o dólar cedeu 8,56%.

Para o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a correção do valor da moeda americana é consequência da forte valorização de setembro. “Essa alta não tinha consistência. O Banco Central, acertadamente, corrigiu a alta exagerada, talvez decorrente de especulação, ao fazer os leilões de swap”, diz. Para Medeiros, a tendência é que a moeda continue a perder valor nos próximos dias.

Nas praças financeiras, prevaleceu o clima de bom humor em meio a expectativas quanto ao desfecho da reunião do G-20, que acontece até amanhã em Paris, e com dados positivos do setor de varejo nos Estados Unidos.

O bom humor favoreceu moedas ligadas ao setor de commodities. No dia, investidores deixaram o dólar e rumaram a divisas como o dólar australiano, o dólar canadense e o rand sul-africano, que subiram, respectivamente, 1,48%, 1,05% e 0,47%.

O índice CRB, que mede o desempenho das commodities, terminou em alta de 1,99%, a 317,18 pontos.

O mesmo ritmo de perda de valor da moeda americana era visto em relação ao euro e a libra esterlina, que subiram 0,70% e 0,26%, cotados a US$ 1,387 e US$ 1,580, respectivamente.

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