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Em dia de poucos negócios o dólar em leve recuo


O dólar segue apresentando pequena variação, com cotação praticamente estável. O pregão é marcado pela escassez de operações, por conta do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira. "A semana é menor e ninguém abre posições em um período de tempo tão curto", explica o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo. "Na semana que vem, poderemos ver um dólar mais volátil, principalmente por conta de novas entradas de recursos no país. Parte delas está atrelada a captações que já estão em andamento", afirma.

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Os poucos negócios em andamento no mercado de câmbio estão sendo pautados pela melhora do cenário no exterior. Entre os investidores, cresce a perspectiva de que o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, receba o voto de confiança do Parlamento hoje, o que deve abrir caminho para aprovação das medidas de austeridade. Se essa expectativa for confirmada, os gregos ficarão mais próximos da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).

Por volta das 11h45, o dólar comercial registrava depreciação de 0,18%, cotado a R$ 1,590 na compra e a R$ 1,592 na venda. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&FBovespa caía 0,37%, a R$ 1,595. No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas rivais, tinha queda de 0,26%, aos 74,77 pontos.

O euro, por sua vez, operava com alta em relação ao dólar de 0,53%, a US$ 1,437. As commodities operam em alta, dando força às chamadas moedas commodities. Há pouco, o Índice CRB registrava apreciação de 0,42%, aos 337,42 pontos.

Com relação à Grécia, a chanceler alemã Angela Merkel disse que o governo grego tem a "vontade política" de encontrar uma solução para sua crise de dívida. O Parlamento grego deve tomar a decisão "correta", ela comentou a jornalistas, referindo-se à moção de confiança do governo de Papandreou que será votada pelo Parlamento. Angela acrescentou que é do interesse da Alemanha ajudar a Grécia.

O grupo de pesquisas Open Europe notou que um segundo pacote de socorro à Grécia pode fazer com que os contribuintes da União Europeia, Banco Central Europeu e FMI detenham 64% da dívida soberana do país. Cerca de 250 bilhões de euros da dívida grega podem ficar com esses investidores em 2014, acima dos 85 bilhões de euros no início deste ano.

Apesar da esperança renovada de investidores em todo o mundo, no que se refere à Grécia, Galhardo lembra que é preciso sempre questionar se há uma solução definitiva para a crise. "As ações podem ser apenas paliativas, de forma que não enxergaremos seu efeito final."

Segundo ele, a representatividade da Grécia na economia europeia é pequena, de forma que a situação na qual se encontra o país não deveria causar tanta aversão ao risco no mercado financeiro. A questão é o contágio, porque outras nações endividadas, como Portugal e Espanha, podem acabar acompanhando os gregos. Isso sem falar da exposição dos bancos credores da dívida grega. "Percebeu-se que a situação é pior do que se imaginava", finaliza. Nas bolsas de valores, em Wall Street, o Dow Jones avançava 0,58%, aos 12.150 pontos, enquanto o Nasdaq tinha alta de 1,57%, aos 2.671 pontos. Por fim, o S&P 500 tinha um ganho de 0,98%, aos 1.291 pontos. No mercado interno, o Índice Bovespa subia 0,48%, aos 61.462 pontos.

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