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Nova suba do dólar registra a maior cotação desde dezembro de 2010


A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,16% nesta terça-feira (13), cotada a R$ 1,712 para venda. É a maior cotação da moeda desde o dia 17 de dezembro de 2010 (quando valia R$ R$ 1,715). A preocupação dos investidores internacionais com a crise econômica na Europa, principalmente em relação a Grécia, foi o principal motivo para elevar a cotação da moeda norte-americana.

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa pelo terceiro dia seguido. O Ibovespa caiu 0,25%, aos 55.543,97 pontos.

“O mercado ficou um pouco mais tranquilo lá fora”, disse à Reuters o gerente de operações do Banif Securities, Arnaldo Puccinelli, em referência à expectativa de investidores no exterior de que a crise da dívida na União Europeia possa ser amenizada por uma ação coordenada de economias emergentes.

Os países do Brics –Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul– estão em conversas iniciais a respeito de um aumento das compras de títulos denominados em euros, afirmou uma fonte do governo brasileiro.

Mas não se pode descartar que o dólar continue a subir no Brasil, afirmou Puccinelli, que chamou a atenção para a posição comprada de investidores estrangeiros em contratos de dólar futuro na BM&FBovespa nos últimos dias.

“Ficando acima da casa dos R$ 1,705, R$ 1,710, você pode ver o dólar voltando a subir para R$ 1,75. Hoje tiveram vários momentos em que ele tentou realizar (lucros e se desvalorizar) e não realizou”, disse o profissional de mercado.

Analistas do Credit Suisse também avaliam possível que a alta do dólar continue, e recomendam o hedge dos investimentos em real mesmo que ele seja feito atualmente a um custo relativamente alto, de cerca de 8%.

“O real pode ser muito suscetível a uma desvalorização aguda em situações de estresse no mercado”, afirmou a equipe de oito analistas, em relatório.

O Credit Suisse também avalia que parte da pressão pela alta do dólar no Brasil seja oriunda do processo recém-iniciado de redução dos juros. No fim de agosto, o Banco Central cortou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 12%, e o mercado prevê juro de 11% ao final do ano.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,713 para venda, em alta de 1,35%.

O BC, mantendo o mesmo padrão de intervenções dos últimos dias, fez uma compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,709.

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