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O BC segurando a valorização do Real


O governo decidiu agir para tentar frear a supervalorização do real e conter a especulação. O Banco Central anunciou ontem que as instituições financeiras terão de recolher sob a forma de depósito compulsório parte dos dólares que vendem sem ter.

Classificada como prudencial pela autoridade monetária, a medida tem como objetivo elevar a cotação da moeda americana e, com isso, minimizar os impactos negativos que desde o ano passado penalizam o setor produtivo e os exportadores brasileiros. O BC espera retirar US$ 7 bilhões de circulação.

A partir de agora, 60% da posição vendida de câmbio que exceder o menor dos valores estabelecidos pela nova regra – US$ 3 bilhões ou o patrimônio de referência (PR) – ficará retida em espécie e sem direito a remuneração. Se, por exemplo, um determinado banco apresenta posição vendida de US$ 6 bilhões e tem um patrimônio de referência de US$ 2 bilhões, abate-se US$ 3 bilhões, aplica-se o percentual do compulsório e o resultado final será o recolhimento de US$ 1,8 bilhão. A retenção será baseada sempre no maior valor. Apesar de já estar valendo, a norma prevê prazo de 90 dias para que o mercado se adapte.

O comunicado do BC veio ontem antes mesmo da abertura da bolsa e do início das primeiras negociações cambiais. A estratégia de divulgação foi monitorada de perto pela presidente Dilma Rousseff e amplamente discutida na cúpula do governo. Tudo com o aval do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na avaliação do governo, havia a necessidade urgente de intervir diante da constatação de que a desvalorização do dólar está mais acentuada no Brasil do que no resto do mundo. O auge da especulação ocorreu na segunda-feira passada, dia da posse de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. A moeda americana chegou a ser cotada abaixo de R$ 1,65.

A virada de 2009 para 2010 foi o estopim. No fim do ano retrasado, conforme dados do BC, a posição comprada dos bancos estava em US$ 2,9 bilhões. Já no ano passado, a gangorra se inverteu e a posição vendida alcançou os US$ 16,8 bilhões. ´A concentração no pólo comprado ou no pólo vendido não é positiva porque a gente não consegue saber com precisão qual será a taxa de dólar no futuro`, explicou Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do Banco Central.

Fonte: Diario de Pernambuco

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