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O dólar comercial subiu 6,16% em março e atingiu R$ 1,826, a maior cotação desde 4 de janeiro


Em março, mês em que o Brasil voltou a ter juros de um dígito – a taxa Selic caiu para 9,75% ao ano -, a mudança de foco dos investidores resultou em forte alta do dólar e do euro, além de prejuízo na Bolsa brasileira por conta da pressão no preço de commodities compradas pela China. O dólar comercial subiu 6,16% em março e atingiu R$ 1,826, a maior cotação desde 4 de janeiro, voltando ao topo do ranking das aplicações financeiras no mês. No ano, porém, a moeda americana ainda tem baixa de 2,3%.

Dollars funnel.

Para analistas, março foi o mês em que a moeda americana recuperou, pelo menos por algum tempo, o patamar de R$ 1,80 após novas medidas do governo para frear a baixa da moeda americana e as preocupações com a desaceleração na China. O movimento do dólar foi seguido pelo euro, que subiu 6,4% e encerrou o mês a R$ 2,4318 após a materialização do calote na Grécia e com a redução da tensão na Europa. No Brasil, o euro tem o maior valor desde novembro.

Acostumado com juros altos, o investidor brasileiro da renda fixa terá agora de se preocupar em não perder para a poupança, que rendeu 0,6073% em março. A poupança tem juros mínimos de 0,6% mais TR (6,17% ao ano). Descontando a taxa de administração, poucos fundos de investimento do tipo DI, o mais tradicional, rendem acima da caderneta se o investidor resgatar antes de seis meses e pagar Imposto de Renda de 22,5%.

A linha de corte, segundo bancos, é a taxa de administração de 1,5%. Em março, os fundos DI renderam em média 0,81% bruto. Descontado um IR de 22,5%, restaram só 0,62% líquido — 0,02 ponto acima da caderneta de poupança.

No mês, os CDBs prefixados e os fundos de renda fixa renderam 0,86%.

BOLSA

A decepção maior foi a Bolsa brasileira, que teve baixa de 1,98% no Ibovespa, termômetro das ações no país, após dois meses seguidos de recuperação — em janeiro, o índice disparara 11,1% e em fevereiro, 4,3%. No ano, a Bolsa brasileira ainda sobe 13,67%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York viveu o melhor primeiro trimestre desde 1998 com a alta de 8,14% no índice Dow Jones (30 ações mais importantes) e de 12% no S&P 500 (500 ações). A Nasdaq subiu 18,67%, a maior valorização para o período desde 1991.

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