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Pelo segundo dia de baixa, dólar fecha a R$ 1,822


O dólar comercial fechou em baixa nesta segunda-feira (26). A cotação da moeda norte-americana teve queda de 0,90%, vendida a R$ 1,822. Apesar de ainda ter valorização de 14,41% no mês, é a segunda queda seguida do dólar. Na semana passada, a moeda fechou com alta acumulada de 6,15%, após chegar ao patamar de R$ 1,95.

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Investidores repercutiram declarações de autoridades da zona de euro, de que estariam estudando planos para reduzir a dívida da Grécia e recapitalizar bancos. Além disso, há expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) possa promover um corte de juros maior que o esperado na reunião de política monetária do próximo mês.

Câmbio pode afetar a Petrobras

A alta do dólar frente ao real pode afetar o resultado da Petrobras (PETR4) no terceiro trimestre, mas no médio e no longo prazos não causará prejuízo à companhia, afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.

Se a moeda norte-americana mantiver a valorização alcançada nas últimas semanas, a dívida de curto prazo da petroleira deverá ser impactada.

“Dependendo de quem é o contratante da dívida, teremos efeito sobre o balanço, mas que é um efeito de curto prazo”, afirmou à Reuters o executivo na noite de sexta-feira.

Volatilidade

Houve uma maior volatilidade pela manhã, com a moeda abrindo em queda de mais de 1% e depois passando a subir na mesma intensidade. À tarde, o reforço na alta das Bolsas de Valores e a recuperação do euro deram combustível para que o dólar firmasse baixa nas operações locais.

“Se compararmos com os outros dias, hoje foi até mais tranqüilo. O dólar seguiu o padrão de sempre: caiu enquanto as bolsas subiram”, disse o operador de câmbio de uma corretora paulista, que pediu anonimato.

Ação do Banco Central

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dólar deve continuar oscilando ao sabor dos desdobramentos da crise na zona do euro. O profissional, contudo, ponderou que o Banco Central (BC) seguirá combatendo movimentos bruscos, como o que fez o dólar disparar nas últimas semanas.

“A impressão que deu é que o BC não vai permitir um dólar acima de 1,90 (real), mas também não quer uma cotação menor que 1,70 (real), justamente o patamar em que ele parou de comprar no (mercado) à vista”, afirmou.

Na quinta-feira, o BC interveio pesadamente no mercado, vendendo dólar, para conter a disparada da moeda norte-americana. A medida conseguiu reduzir a alta a 2,26% naquele dia, após a cotação ter superado R$ 1,95, maior patamar desde julho de 2009.

Nesta segunda-feira, a autoridade não atuou no mercado cambial, repetindo a estratégia da sessão anterior.

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  1. […] os preços da divisa no país. Esta e a maneira mais transparente de se dirigir um mercado de cambio; mas destacou que países como China, de quem Brasil e sócio na BRIC, continua a utilizar o regime […]

    Pingback por Ministro da Fazenda do Brasil, critica o tipo de cambio administrado. — 28 de outubro de 2011 #

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