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Queda dos commodities e alta do dólar marcaram a jornada


A movimentação nos mercados de commodities e de câmbio centraram as atenções na quinta-feira. O dia foi de forte ajuste de baixa no preço das matérias-primas, firme valorização na cotação do dólar e desarme de posições em euro.

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Ilustrando o quão acentuada foi a queda no preço das matérias-primas, índice CRB, que acompanha 19 matérias-primas, caiu 4,9%, maior baixa desde março de 2009. Cabe lembrar que o índice fazia máximas históricas na casa dos 370 pontos no fim de abril. Em quatro pregões agora em maio a perda beira 8%.

O dólar teve firme repique de alta, parte dele atribuído à cobertura de posição vendida, ou seja, os agentes tiveram de correr para zerar as apostas de que a moeda americana cairia ainda mais ante seus principais rivais. Tal movimento, conforme dito a cima, foi disparado pela queda do euro. Captando bem essa puxada do dólar, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, ganhou 1,5%, para 74,11 pontos, depois de fazer mínimas não registradas desde meados de 2008 na semana passada.

Tamanha movimentação de preços deixou os investidores se perguntando se isso é apenas realização de lucros ou se o mercado entra em um novo momento. Como sempre, há argumentos para os dois lados.

O mercado de câmbio local tentou, mas também não conseguiu escapar do dia de pânico do mercado externo, onde as commodities foram destaque.

No mercado à vista, a formação de preço teve dois vetores: esse mau humor externo e a necessidade de ajuste de preço com relação ao mercado futuro. Na quarta-feira, após o fechamento do mercado à vista, o mercado futuro passou por firme alta, criando um hiato entre as cotações que precisava ser ajustado.

Com isso, no fim da jornada, o dólar comercial apontava alta de 1,24%, maior ganho percentual diário desde 21 de outubro, para fechar a R$ 1,625, maior cotação desse 31 de março. Na semana, o preço da moeda já subiu 3,31%.

Na Bolsa de Mercadorias Futuros (BMF), o dólar pronto subiu 1,12%, e também fechou a R$1,625. O giro caiu de US$ 226,25 milhões para US$ 157,25 milhões.

No mercado futuro, o dólar para junho, apontava elevação de 0,27%, a R$ 1,6305, antes do ajuste final. O contrato chegou a cair a R$ 1,6195 e subir a R$ 1,638.

O analista de câmbio da BGC Liquidez, Mário Pavia, observou que a aversão ao risco que pauta o mercado externo, a redução no fluxo de moeda para o Brasil em função das medidas do governo e a menor atratividade das operações de arbitragem de juros envolvendo o real explicam essa "nova cara" do mercado de câmbio.

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