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Real entra em nova fase de fortalecimento e vai para R$ 1,61


Apesar da atuação do governo para tentar segurar a cotação do dólar, a moeda norte-americana tomou novo tombo nesta sexta-feira, e fechou o primeiro dia de abril em baixa de 1,16%, com a moeda negociada a R$ 1,612 na venda.

É a cotação mais baixa desde o dia 21 de agosto de 2008, quando ficou em R$ 1,61. No acumulado da semana, a moeda norte-americana teve desvalorização de 2,89%. Conforme antecipou na noite de ontem Guilherme Barros, o governo não adotaria mais medidas para frear a queda do dólar.

O mercado financeiro começa a discutir se o governo vai utilizar o dólar baixo no combate à inflação. A insistência de queda da moeda já faz com que os investidores trabalhem com um patamar de R$ 1,60 para o dólar em suas projeções. Segundo números da Reuters, a última vez em que o dólar fechou na casa dos R$ 1,70 foi em 20 de dezembro do ano passado, quando encerrou em R$ 1,7080 na venda.

O patamar atual do dólar faz parte de uma intrincada equação monetária que envolve juros e inflação. "Na política monetária ganha-se de um lado, mas perde-se de outro", conta José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. Com taxa de juros alta, de 11,75% ao ano, e uma forte liquidez internacional, o Brasil não pára de atrair capital externo.

"A entrada líquida de dólares no Brasil este ano, até 16 de março, já supera toda a entrada de 2010", diz Henrique Santos, economista-chefe da Ativa Corretora. O ingresso este ano foi de US$ 30,4 bilhões, ante US$ 24,4 bilhões em todo o ano passado.

Para os economistas, o patamar de R$ 1,60 já está sendo admitido pelo mercado porque, por enquanto, as medidas macroprudenciais que vem sendo anunciadas pelo governo para conter o câmbio e a expansão do crédito estão sendo consideradas insuficientes para uma recuperação da taxa para a casa dos R$ 1,70. Mas isso não significa que os esforços estejam sendo totalmente em vão. "Se não estivessem ocorrendo todas as intervenções, o dólar estaria sendo cotado entre R$ 1,50 e R$ 1,55", diz Santos.

Lima Gonçalves, do Fator, acredita que o cenário de perspectiva a R$ 1,60 "está nas contas, ainda não se consolidou, mas é apenas uma questão de tempo". Em seus exercícios de projeção, ele acredita que o dólar estaria hoje na casa dos R$ 1,54, caso as medidas de IOF não tivessem sido anunciadas e o Banco Central não entrasse todo dia com leilões de compra no mercado.

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  1. […] se sabe ao certo se a Grécia irá programar rapidamente o global das medidas anunciadas, e é por isso que o alivio para o Euro talvez não se prolongue no […]

    Pingback por Euro avança sobre dólar — 28 de outubro de 2011 #

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